sábado, 2 de março de 2019

Níveis de Organização do Corpo Humano

No nosso corpo, existem muitos tipos de células, com diferentes formas e funções. As células estão organizadas em grupos, que “trabalhando” de maneira integrada, desempenham, juntos, uma determinada função. Esses grupos de células são os tecidos.
Os tecidos do corpo humano podem ser classificados em quatro grupos principais: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.

Tecido epitelial
As células do tecido epitelial ficam muito próximas umas das outras e quase não há substâncias preenchendo espaço entre elas. Esse tipo de tecido tem como principal função revestir e proteger o corpo. Forma a epiderme, a camada mais externa da pele, e internamente, reveste órgãos como a boca e o estômago.
O tecido epitelial também forma as glândulas – estruturas compostas de uma ou mais células que fabricam, no nosso corpo, certos tipos de substâncias como hormônios, sucos digestivos, lágrima e suor. 

Tecido conjuntivo
As células do tecido conjuntivo são afastadas umas das outras, e o espaço entre elas é preenchido pela substância intercelular. A principal função do tecido conjuntivo é unir e sustentar os órgãos do corpo.
Esse tipo de tecido apresenta diversos grupos celulares que possuem características próprias. Por essa razão, ele é subdividido em outros tipos de tecidos. São eles: tecido adiposo, tecido cartilaginoso, tecido ósseo, tecido sanguíneo.

O tecido adiposo é formado por adipócitos, isto é, células que armazenam gordura. Esse tecido encontra-se abaixo da pele, formando o panículo adiposo, e também está disposto em volta de alguns órgãos. As funções desse tecido são: fornecer energia para o corpo; atuar como isolante térmico, diminuindo a perda de calor do corpo para o ambiente; oferecer proteção contra choques mecânicos (pancadas, por exemplo).
   
Imagem de microscópio óptico de tecido adiposo. Note que as linhas são as delimitações das células e os pontos roxos são os núcleos dos adipócitos. A parte clara, parecendo um espaço vazio, é a parte da célula composta de gordura.

Tecido conjuntivo

Tecido cartilaginoso forma as cartilagens do nariz, da orelha, da traquéia e está presente nas articulações da maioria dos ossos. É um tecido resistente, mas flexível.
Nariz e orelha são formados por cartilagem.

Células cartilagíneas vista ao microscópio óptico.
O tecido ósseo forma os ossos. A sua rigidez (dureza) deve-se à impregnação de sais de cálcio na substância intercelular.

O esqueleto humano é uma estrutura articulada, formada por 206 ossos. Apesar de os ossos serem rígidos, o esqueleto é flexível, permitindo amplos movimentos ao corpo graças a ação muscular.
O tecido sanguíneo constitui o sangue, tecido líquido. É formado por diferentes tipos de células como:
os glóbulos vermelhos ou hemácias, que transportam oxigênio;
os glóbulos brancos ou leucócitos, que atuam na defesa do corpo contra microrganismos invasores;
fragmentos (pedaços) de células, como é o caso das plaquetas, que atuam na coagulação do sangue.
A substância intercelular do tecido sanguíneo é o plasma, constituído principalmente por água, responsável pelo transporte de nutrientes e de outras substâncias para todas as células.

 Componentes do sangue visto em microscópio eletrônico. As células vermelhas são os glóbulos vermelhos e a branca o glóbulo branco. 

Tecido muscular
As células do tecido muscular são denominadas fibras musculares e possuem a capacidade de se contrair e alongar. A essa propriedade chamamos contratilidade. Essas células têm o formato alongado e promovem a contração muscular, o que permite os diversos movimentos do corpo.
O tecido muscular pode ser de três tipos: tecido muscular liso, tecido muscular estriado esquelético e tecido muscular estriado cardíaco.


Tipos de tecidos musculares. Os pontos roxos são os núcleos das células musculares.

O tecido muscular liso apresenta uma contração lenta e involuntária, ou seja, não depende da vontade do indivíduo. Forma a musculatura dos órgãos internos, como a bexiga, estômago, intestino e vasos sanguíneos.
O tecido muscular estriado esquelético apresenta uma contração rápida e voluntária. Está ligado aos ossos e atua na movimentação do corpo.



Observe os inúmeros músculos que formam o nosso corpo.
  
Tecido nervoso
 As células do tecido nervoso são denominadas neurônios, que são capazes de receber estímulos e conduzir a informação para outras células através do impulso nervoso.
Os neurônios têm forma estrelada e são células especializadas. Além deles, o tecido nervoso também apresenta outros tipos de células, como as células da glia, cuja função é nutrir, sustentar e proteger os neurônios. O tecido é encontrado nos órgãos do sistema nervoso como o cérebro e a medula espinhal.

 Órgãos
Os tecidos também se agrupam em nosso organismo. Um agrupamento de tecidos que interagem forma um órgão.
O estômago, por exemplo, é um órgão do corpo humano. Nele podemos reconhecer presença do tecido epitelial e do muscular, entre outros.



Esquema mostrando os diversos órgãos do nosso corpo.

Sistemas
Vários órgãos interagem no corpo humano, desempenhando determinada função no organismo. Esse conjunto de órgãos associados forma um sistema.
O sistema digestório humano, por exemplo, atua no processo de aproveitamento dos alimentos ingeridos. Esse sistema é formado pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso. Além desses órgãos, o sistema digestório humano compreende glândulas anexas, como as glândulas salivares, o pâncreas e o fígado. Os sistemas funcionam de maneira integrada, e essa integração é fundamental para manter a saúde do organismo como um todo e, consequentemente, a vida.


Esquema do sistema respiratório.

Resumindo
No nosso corpo é possível identificar diferentes níveis de organização que atuam nos processos vitais. Podemos resumir essa organização por meio do seguinte esquema:
  
Células -------> à tecidos -------> à órgãos -------> à sistemas -------> à organismo

O Sistema Genital
 Mudanças no corpo
A descoberta do sexo acontece com a descoberta do corpo. Moças e rapazes costumam acompanhar atentamente as mudanças que ocorrem nos seus órgãos sexuais externos. Essas mudanças são provocadas pela ação de hormônios.
As características sexuais primárias, visíveis nos órgãos genitais, são determinadas geneticamente e estão presentes desde o nascimento, tanto no homem como na mulher.

O corpo masculino
As principais modificações visíveis no corpo masculino ao longo da adolescência estão descritas abaixo.
Os testículos (dentro do saco escrotal) crescem primeiro e, pouco tempo depois, o pênis. Na puberdade, os pêlos surgem em diversos locais: no rosto, nas axilas, no peito e nas áreas próximas aos testículos. A voz também sofre mudanças.
Esse conjunto de características que se definem na puberdade, em conseqüência da ação hormonal, recebe o nome de características sexuais secundárias. Estas, porém, não obedecem a padrões rígidos. Adolescentes de mesma idade podem apresentar diferenças significativas em relação à estatura do corpo, quantidade de pêlos, tamanho do pênis, timbre de voz etc. O grupo étnico a que pertence o indivíduo, a herança genética, hábitos alimentares, problemas de saúde, dentre outros fatores, são responsáveis por essas diferenças.
Assim, colegas de mesma idade que a sua podem ser mais altos ou mais baixos que você ou terem a voz mais ou menos grave que a sua, por exemplo. Isto não deve preocupá-lo. As pessoas são diferentes e apresentam ritmos desiguais de desenvolvimento do corpo. É importante gostar de você, aprendendo a cuidar e valorizar o seu próprio corpo.

Veja as principais modificações visíveis no corpo masculino, ao longo do tempo.
Os rapazes possuem uma pequena quantidade de hormônios sexuais femininos, as garotas, uma pequena quantidade de hormônios sexuais masculinos. Na puberdade, às vezes, um pequeno desequilíbrio na quantidade desses hormônios pode provocar um ligeiro crescimento das mamas nos rapazes ou pêlos em excesso nas garotas. Em geral, isso desaparece com o tempo, mas, se persistir, o mais aconselhável é procurar orientação médica.
Na região genital, encontramos o pênis e o saco escrotal.
Pênis e a Ejaculação – O pênis é um órgão de forma cilíndrica e constituído principalmente por tecido erétil, ou seja, que tem capacidade de se erguer. Com a excitação sexual, esse tecido e banhado e preenchido por maior quantidade de sangue, o que torna o pênis ereto e rígido. Na ponta do pênis, há a glande (a “cabeça”), que pode estar coberta pelo prepúcio.
Na glande, há o orifício da uretra, canal que no corpo masculino se comunica tanto com o sistema urinário quanto com o sistema reprodutor. O tamanho do pênis varia entre os homens e não tem relação biológica com fertilidade e nem com potência sexual.

Quando o homem é estimulado, como ocorre numa relação sexual, culmina com o esperma sendo lançado para fora do corpo masculino sob a forma de jatos. Esse fenômeno chama-se ejaculação.
O esperma é ejaculado através da uretra, por onde a urina também é eliminada. Durante uma ejaculação normal são expelidos de 2 a 4 mililitros de esperma; cada mililitro contém aproximadamente 100 milhões de espermatozóides. 

Saco escrotal
Os espermatozóides, gameta sexual masculino, são produzidos nos testículos. Os testículos ficam no saco escrotal, que tem aparência flácida e um pouco enrugada. É importante eles se localizarem fora do abdome, pois os espermatozóides são produzidos em uma temperatura mais baixa do que a do restante do corpo.
Nos dias frios ou durante um banho frio, o saco escrotal se encolhe, favorecendo o aquecimento dos testículos. O uso de cueca apertada pode causar infertilidade temporária, decorrente do aquecimento excessivo que provoca nos testículos.

Testículos
Os testículos são glândulas sexuais masculinas. São formadas por tubos finos e enovelados, chamados túbulos seminíferos. Diferentemente do que ocorre com as garotas, que já nascem com “estoque” de gametas (óvulos) “prontos” no corpo, é na puberdade, sob ação dos hormônios, que se inicia no corpo masculino a produção de gametas (os espermatozóides) nos testículos.
A produção de espermatozóides começa na puberdade, por volta dos 12 ou 13 anos de idade e vai até o fim da vida. Cada espermatozóide é formado basicamente de três partes: cabeça, colo e cauda com flagelo.
Os testículos produzem também o hormônio sexual masculino, chamado testosterona. O hormônio testosterona estimula o aparecimento das características sexuais secundárias masculinas: pêlos no rosto e no restante do corpo, modificações na voz etc.

Epidídimos
Os espermatozóides que acabam de ser formados ficam armazenados no epidídimo, um outro enovelado de túbulos localizados sobre os testículos. Os epidídimos são dois órgãos formados por tubos enovelados, cada um localizado junto a um testículo. Reveja o esquema do sistema genital masculino e observe a localização dos epidídimos.
Os espermatozóides podem ficar armazenados nesses tubos por aproximadamente uma a três semanas, até que a maturação seja completada. Isso aumenta a sua mobilidade.
Os espermatozóides passam do epidídimo para um tubo com parede muscular chamado ducto deferente. De cada epidídimo parte um ducto deferente. Posteriormente e sob a bexiga urinária, cada ducto deferente se une ao canal da glândula seminal do mesmo lado e forma um tubo único, chamado ducto ejaculatório. Os ductos ejaculatórios lançam os espermatozóides num outro canal – a uretra. A uretra é um tubo que se inicia na bexiga urinária, percorre o interior do pênis e se abre no meio externo.

Glândulas Seminais e Próstata
As glândulas seminais são duas glândulas em forma de bolsa. Elas produzem um líquido denso que nutre os espermatozóides e aumenta a sua mobilidade.
A próstata é uma glândula produtora de um líquido de aspecto leitoso. Esse líquido é leitoso e neutraliza a acidez de restos de urina na uretra e, numa relação sexual, a acidez natural da vagina, protegendo assim os espermatozóides.
Em sua “viagem” até a uretra, os espermatozóides recebem os líquidos produzidos pelas glândulas seminais e pela próstata. Ao passar pela uretra, os espermatozóides recebem também um líquido lubrificante produzidos pelas glândulas bulbouretrais.
Ao conjunto formado pelos espermatozóides e os líquidos produzidos pelas glândulas seminais, pela próstata e pelas glândulas bulbouretrais dá-se o nome de esperma ou sêmen.

O corpo feminino
Observe a figura abaixo que mostra a passagem da adolescente para a mulher adulta. Algumas das mudanças dessa passagem são o aumento dos seios e o aparecimento de pêlos pubianos e pêlos nas axilas. Essas são algumas das características sexuais secundárias femininas.
Antes de falarmos do interior do corpo feminino, vamos conversar sobre a parte externa, por meio da qual a mulher recebe estímulos e se relaciona com o meio ambiente.
Para a mulher, conhecer o próprio corpo é fundamental para ajudar a mantê-lo saudável. O ginecologista (médico especializado em órgãos reprodutores femininos) pode esclarecer dúvidas caso seja notado alguma alteração que cause estranheza.

Monte de Vênus ou púbis
É a área triangular acima da vulva e na qual aparecem pêlos, a partir da puberdade.

Vulva
Nessa região, estão os pequenos e grandes lábios, que são dobras de pele muito sensíveis. Entre os pequenos lábios, há o clitóris, pequenina estrutura do tamanho aproximado de uma ervilha e, que em geral, provoca grandes sensações de prazer, quando estimulado.

Abertura da vagina
A abertura da vagina leva aos órgãos sexuais internos. Essa abertura é parcialmente bloqueada, na maioria das garotas virgens, por uma fina membrana chamada hímen, que, geralmente, é rompido na primeira relação sexual com a penetração do pênis. O hímen tem uma abertura por onde ocorre a saída do sangue menstrual.

Uretra
O orifício da uretra é por onde sai a urina; não conduz a nenhum órgão sexual interno.

Ânus
O ânus é o orifício por onde saem as fezes; é a saída da tubo digestório. Também não tem ligação com órgãos sexuais internos.
Períneo
Entre o ânus e a vulva, na entrada da vagina, existe uma região chamada períneo. No homem, o períneo localiza-se entre o saco escrotal e o ânus.
Na hora do parto, muitas vezes é necessário fazer um pequeno corte no períneo, para que a cabeça do bebê não lacere (corte) os músculos dessa região. Isso é importante para proteger a mãe, pois lesões extensas no períneo farão com que ela, no futuro, possa sofrer de “queda de bexiga” e perda da capacidade de controlar a retenção da urina. Após o nascimento do bebê, o médico faz a sutura (dá pontos com linha e agulha cirúrgica) do períneo. O procedimento é feito com anestesia local.

O CORPO FEMININO POR DENTRO

Vagina
É o canal que liga a vulva até o útero.

Útero
É um órgão oco, constituído por tecido muscular, com grande elasticidade, que tem forma e tamanho semelhantes aos de uma pêra. Em caso de gravidez, o útero está preparado para alojar o embrião até o nascimento.

Ovários
Os ovários são as glândulas sexuais femininas, nas quais, desde o nascimento da menina – ficam armazenados aproximadamente 400 mil gametas femininos.
Essas células sexuais são chamadas óvulos. Elas contém a metade do material genético necessário ao desenvolvimento de um bebê. Os óvulos que existem nos ovários das meninas são imaturos. Os hormônios sexuais são responsáveis pelo amadurecimento e pela liberação desses óvulos.

Tubas uterinas
São dois tubos delgados que ligam os ovários ao útero. Revestindo esses tubos internamente, existem células com cílios que favorecem o deslocamento do óvulo até a cavidade uterina.

Os seios
O desenvolvimento dos seios ocorre na puberdade e nem sempre acontece de forma idêntica, às vezes, um seio é ligeiramente maior do que o outro. O tamanho do seio varia de uma mulher para outra. Do mesmo modo que acontece com o nariz, com as mãos ou com os pés, que não são de tamanho igual em todas as pessoas, nem mesmo no caso de irmãos.
O seio é formado por um tecido gorduroso e por pequenas glândulas chamadas glândulas mamárias. Essas glândulas são ligadas ao mamilo (bico) por canais, através dos quais o leite passa durante a amamentação. O mamilo, em geral, é muito sensível ao toque.
O desenvolvimento dos seios e de outras formas do corpo das meninas, como a cintura mais fina , os quadris arredondados, depende de quando e quanto hormônio sexual é produzido pelo corpo dela, ou seja, pelos ovários.
Algumas meninas começam a produzir mais hormônios sexuais mais cedo do que outras. Por isso, além de ficarem menstruadas primeiro, determinadas garotas desenvolvem o “corpo de mulher” mais precocemente que outras.
Outro fator importante a considerar é a hereditariedade, os traços físicos herdados dos pais, avós etc. Numa família na qual as mulheres possuem seios pouco desenvolvidos, é bem provável que as meninas venham a ter, também, seios pequenos.
Ninguém melhor do que o médico para dizer se o desenvolvimento dos seios e dos demais sinais de maturação do corpo está de acordo com o previsto para a idade da garota.

       Fonte:   http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/reproducao.php 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Classificação periódica dos elementos


Os elementos químicos são agrupados segundo critérios de semelhança denominada de tabela periódica.
ü  Na tabela periódica, os elementos são colocados em ordem crescente de número atômico.
ü A tabela possui sete linhas horizontais, que são chamadas de períodos.
ü As colunas verticais da tabela correspondem às famílias ou grupos químicos.
·               As famílias A agrupam os elementos chamados representativos; as famílias B agrupam os elementos de transição.
·          As famílias dos elementos representativos recebem nomes especiais:
Coluna
Nome da família
Elementos
1A
Metais alcalinos
Li, Na, K, Rb, Cs, Fr
2A
Metais alcalinos terrosos
Be, Mg, Ca, Sr, Ba, Ra
3A
Família do boro
B, Al, Ga, In, Ti
4A
Família do carbono
C, Si, Ge, Sn, Pb
5A
Família do nitrogênio
N, P, As, Sb, Bi
6A
Calcogênios
O, S, Se, Te, Po
7A
Halogênios
F, Cl, Br, I, At
8A
Gases nobres
He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn
           
O número da família a que pertence um elemento representativo indica o número de elétrons da última camada.

ü  Os elementos são classificados em metais, não metais ou semi-metais.
·               Os metais são maleáveis (podem ser transformados em lâminas), apresentam brilho característico, são bons condutores de calor e de eletricidade.
·               Os não-metais, também chamados ametais, são maus condutores de eletricidade e de calor, e não apresentam brilho.
·               Os semi-metais possuem característica intermediaria entre metais e não-metais.
·               O hidrogênio (H) constitui um caso especial, não sendo classificado nestas três categorias.
·               A maioria dos elementos é sólida nas condições ambientais normais (temperatura de 25ºC e pressão de 1 atm). O hidrogênio, o nitrogênio, o oxigênio, o flúor, o cloro e os gases nobres são gases. O mercúrio e o bromo são líquidos.



Distribuição eletrônica dos elementos químicos na tabela periódica:


Propriedades periódicas
Cada elemento químico apresenta propriedades que lhe são características. Entretanto, algumas propriedades repetem-se periodicamente, com relação ao número atômico, sendo por isso chamada de propriedades periódicas.
Raio atômico, através de raio X pode-se determinar as posições dos núcleos dos dois átomos vizinhos. Para os átomos de um mesmo elemento, o raio atômico vale a metade da distância que separa os dois núcleos. Essa determinação é feita com o elemento no estado sólido.
O raio atômico nas famílias aumenta de cima para baixo e nos períodos da direita para a esquerda, que está representado na figura a seguir.


Potencial de ionização ou energia de ionização é a energia necessária para arrancar um elétron mais externo de um átomo no estado gasoso, convertendo-o num íon de carga positiva. Quando um átomo perde ou recebe um ou mais elétrons, ele passa a apresentar carga elétrica, e é chamado de íon.
Nas famílias o potencial de ionização aumenta de baixo para cima e, nos períodos, da esquerda para direita, conforme o esquema abaixo.


Afinidade eletrônica, cada elemento apresenta maior ou menor capacidade de receber elétrons. Ao receber um elétron, um átomo libera energia e fica com carga negativa. A medida da energia liberada corresponde à afinidade eletrônica. Quanto maior o potencial de ionização (dificuldade em ceder elétrons) maior a afinidade eletrônica (facilidade em receber elétrons). Portanto a variação da afinidade eletrônica é a mesma do potencial de ionização.
A afinidade eletrônica nas famílias aumenta de baixo para cima e nos períodos da esquerda para direita. Conforme o próximo esquema.
Observação: os gases nobres não são considerados, por não receberem elétrons.


Eletronegatividade, é uma medida comparativa que indica a tendência de um átomo a atrair elétrons, ao formar compostos. Quanto menor o raio atômico, maior a eletronegatividade. Portanto, a eletronegatividade é oposta ao raio atômico.
Nas famílias a eletronegatividade aumenta de baixo para cima e nos períodos da esquerda para direita. Os gases nobres apresentam eletronegatividade zero.


A eletropositividade é a tendência oposta a eletronegatividade, ou seja, é a tendência a ceder elétrons. Dizemos que os metais são bastante eletropositivos, principalmente os alcalinos e os alcalinos-terrosos. Representado no esquema abaixo.




Densidade


Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição



Exercícios

  1. Consultando a tabela periódica, classifique os elementos como metais, semi-metais ou não-metais:
  1. Mg                                         e.  Fe
  2. Ge                                          f.   Sb
  3. O                                            g.  Cl
  4. Al                                           h.  Po

  1. Indique o estado de agregação que estes elementos apresentam em condições ambientais normais:
  1. N                                            e.  Br
  2. Sn                                           f.   O
  3. Hg                                          g.  Cl
  4. U                                            h.  Pt

  1. Consultando a tabela periódica, classifique os seguintes elementos como representativos ou de transição:
  1. Ru                                          e.  W
  2. Na                                          f.   Ar
  3. Ac                                          g.   Ce
  4. Ba                                          h.   Se

  1. Em que famílias estão localizados os elementos com número atômico:
  1. 20                               d. 19
  2. 34                               e. 13
  3. 54


Estrutura eletrônica dos átomos


Distribuição dos elétrons no átomo: Camadas eletrônicas

Por terem cargas opostas, os elétrons e os prótons se atraem mutuamente. E, quanto menor a distância que os separa, maior é a força de atração entre eles. Se existisse apenas essa força de atração, seria de se esperar que os elétrons se chocassem com o núcleo do átomo. Isso não ocorre porque os elétrons estão em movimento ao redor do núcleo, sem perder a energia.
Um grupo de elétrons situado a uma mesma distanciado núcleo pertence a uma mesma camada eletrônica (ou nível eletrônico).
Cada uma dessas camadas foi nomeada com uma letra. Esse modelo de distribuição foi proposto por Bohr (1913). Na tabela a seguir apresenta o numero máximo que cada uma das camadas pode comportar.
Camada
K
L
M
N
O
P
Q
Numero máximo de elétrons
2
8
18
32
32
18
2

1. Distribuição dos elétrons nas camadas:
Para descobrir como os elétrons se distribuem, devem-se seguir as seguintes regras praticas exemplo: consideremos um átomo do elemento sódio que tem numero atômico 11. Sabe-se que esse átomo possui 11 elétrons em sua eletrosfera.

Ex.:

Primeira: preenchem-se as camadas mais próximas do núcleo com o numero máximo que cada uma delas comporta:
11Na
K
L
M
2
8
1
9F
K
L
M
2
7

15P
K
L
M
2
8
5

Segunda: a última camada de um átomo pode conter, no máximo, 8 elétrons:
19 K
K
L
M
N
2
8
8
1

Ressaltando: como a última camada pode apresentar no máximo 8 elétrons, passamos 1 elétron para a camada seguinte.

Terceira: As camadas N e O comportam no máximo 32 elétrons. Porém, se uma delas corresponder a penúltima camada não poderá ter mais de 18 elétrons:

56Ba
K
L
M
N
O
P
2
8
18
28


2
8
18
20
8

2
8
18
18
10

2
8
18
18
8
2
Ressaltando que: a última camada comporta ate 8 elétrons, a penúltima camada comporta ate 18 elétrons e a última camada comportam até 8 elétrons.

Distribuição eletrônica em subcamadas (subníveis)
Pesquisando o átomo, Sommerfeld (1916) chegou à conclusão de que os elétrons de um mesmo nível não estão igualmente distanciados do núcleo porque as trajetórias, além de circulares, como propunham Bohr, também podem ser elípticas. Esses subgrupos de elétrons receberam o nome de subníveis e podem ser de até quatro tipos: s, p, d, f.
Essas letras são iniciais das palavras inglesas relacionadas com a análise das luzes emitidas pelos elementos químicos quando aquecidos: s → sharp (nítido), p  principal (principal), d → diffuse (difuso) e f → fine ( fino).

Número máximo de elétrons em cada subnível

Subnível
Nº máximo de elétrons
Representação
s
2
s2
p
6
p6
d
10
d10
f
14
f14

A soma desses quatro números deve ser 32 (o maior número de elétrons existente num mesmo nível).

Distribuição dos subníveis: Diagrama de Pauling
A distribuição dos elétrons em  níveis funciona bem para átomos pequenos. Entretanto para átomos maiores é mais fácil distribuir os elétrons em subníveis, de acordo com a seguinte ordenação (baseada na distância máxima que pode atingir cada subnível em relação ao núcleo).
1s, 2s, 2p, 3s, 3p, 4s, 3d, 4p, 5s, 4d, 5p, 6s, 4f, 5d, 6p, 7s, 5f, 6d